sexta-feira, 17 de julho de 2009

E agora o futuro chegou ao fim.....

Hoje é o meu último dia no Bial. Não vou negar, as lásgrimas teimam em saltar, mas eu não as deixo pois as vendas até hoje têm que crescer....Não!!


Foi bom, foi muito bom trabalhar nesta casa. Mas tal como quando saí de Portugal, a única certeza que tinha era que regressaria no dia 19 de Julho. Pelo que hoje dia 17, será provavelmente a última vez que vos escrevo do Panamá. Panamá?!? não foi esta a palavra mais presente na minha nos último 6 meses...e que agora se escapa por entre um check-in de avião que teima em aproximar-se.


E, eu sei que deveria estar a fazer um balanço todo animado, mas a emoção não mo permite. E tal como aprendi no Panamá, pela boca de Zinia Balkys English, "as coisas ou se fazem já, ou já não se fazem."


Portanto decidi aproveitar para dizer o que me vai na alma, porque depois não seria espontâneo, não seria verdadeiro, não seria eu...seria "uma racionalização de mim mesmo" (by Fernando Pessoa).


Assim que, a minha estadia aqui foi demasiadamente boa para ser verdade, principalmente a nível profissional. Não interessa se não fico no Bial, mas sim o que levo guardade na gaveta da memória. Bolas! os olhos molham-se!



E na minha memória vai para sempre ficar um grande obrigado, e um até já a esta terra de gente quente e coração na boca...Sim hão passar muitos séculos pela minha memória para conseguir esquecer o Panamá!


Não vou mentir, quero rever as pessoas que estimo...a minha mãe (há-de sempre ser a mior e mais bonita pessoa do mundo), a minha irmã Filipinha (houve um dia em que lhe chamei Pipocas, o que foi feito desse tempo?), o meu pai (temos uma estranha forma de amar, mas o sangue falará mais alto!), e tantos outros...a Raquel (oh! miúda que saudades...), Madalena ( o meu grilinho falante...), Candeias (a "Amiga para a vida e para a morte"), Xexas (porque há pessoas que não se esquecem), o Pedro (porque ha pessoas como eu que continuam a dar murros em ponta de faca, para ver se faço dele alguém)... entre outros.

E há mais coisas das quais tenho saudades: pasteis de nata numa pastelaria, calçada portuguesa, etc...

Já estou mais contralado. Melhor!!!

Não me ocorre nada mais para escrever...com a excepção do seguinte: sair do Panamá é uma emoção...se é boa ou má não sei....

Mas fica a pergunta...e agora? será que o verso vai continuar em branco?

Obrigado por tudo

sábado, 4 de julho de 2009

Fuerte sismo sacude a Panamá

"Un sismo con una fuerte magnitud de 6,0 grados sacudió la madrugada del sábado la capital panameña, causando que la gente saliera atemorizada a las calles, aunque las autoridades informaron que de momento no se puede establecer si hubo daños o víctimas."

"El Servicio Geológico de Estados Unidos señaló que el movimiento telúrico se registró a las 01:49 de la madrugada (0649 GMT) a una profundidad de 43 kilómetros y epicentro en El Porvenir, 95 kilómetros al noroeste de la capital panameña."Se ha sentido muy fuerte", dijo a RPC radio el director del Sistema Nacional de Protección Civil (SINAPROC), Arturo Alvarado. "No tenemos todavía reportes de afectaciones".

Tive uma noite emocionante, mas assustadora...


Obrigado por tudo

P.S.: Este é o primeiro post da curta história deste blog na língua de Cervantes.

P.S.2: 15 days to go...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Para não dizerem que não escrevo nada...

A pedido de várias famílias foi-me dito que há muito tempo que não actualizo a minha "espera pelo futuro", portanto decidi tirar este bocadinho e publicar aquilo que já deveria ter sido publicado na VisãoContacto mas que por uma ou outra razão ainda não o fizeram...

Dizem as directivas que os artigos por nós escritos para a AICEP devem de ser isentos e concentrarem-se nas oportunidades do mercado em que estamos, e blábláblá...


Mas sobre isso toda a gente escreve. Portanto, eu decidi escrever sobre a forma como eu vejo o Panamá, e saiu isto...abri com o seguinte título:

"O Istmo de cabo-a-rabo"

Queridos amigos, caros colegas, estimados conhecidos, pessoas em comum,

Ir do Atlântico ao Pacífico significa para a maioria de nós ir de um lado ao outro do Mundo. Pois bem, tenho a dizer que a AICEP fez-me descobrir que para aproximadamente 3 milhões de pessoas, fazer tal coisa significa pegar no carro e conduzir ao longo de pouco mais de 80km de estrada.

Isto pode não parecer grande coisa, mas se repararmos bem, vamos ver que nesta terra entre as duas Américas e dois Oceanos estão concentradas heranças e influências de todos os cantos do globo.

A esta coexistência pacífica de raças, costumes e culturas, eu resolvi chamar de "Panameño way of life". Suponho que se estejam a interrogar porque razão é que decidi misturar dois idiomas numa expressão tão curta. A razão é simples.
O modo de vida desta gente lutadora e “de coração na boca” é baseado na diversificidade da sua cultura. Se por um lado herdaram do colonialismo espanhol a língua, a alegria, a hospitalidade e a sua espiritualidade; por outro lado, herdaram das décadas de domínio económico norte-americano o capitalismo, a comida, os carros, as casas, etc. Em poucas palavras: de Espanha veio a parte intangível do seu estilo de vida, e dos Estados Unidos da América ficou a parte mundana do dia-a-dia. Assim, não é de estranhar que a meio de uma conversa apareça uma ou outra palavra da língua de Sua Majestade, como o propósito de sinónimo para um termo que seria demasiado corriqueiro na língua de Cervantes.

Aqui, o choque de estarmos num país diferente começa no momento em que se abre a porta do avião: o calor. Nos primeiros dias desesperante e asfixiante, nos restantes banal e de importância relativa...tornando 30ºC de temperatura ambiente um elemnto comum do quotidiano.

Num país onde o relevo dificulta a comunicação terrestre e o excesso de precipitação a torna ainda mais difícil, é normal que se possa encontrar lugares tão remotos cuja existência no nosso intelecto se devia, somente, ao cenário de uma produção cinematográfica baseada na história de um qualquer protagonista de aventuras.

Por outro lado, se da cidade a imagem que fica na nossa mente é a de um skyline que desafia a engenharia civil, onde as torres de betão e vidro parecem disputar entre si o título de “a mais alta”; do norte fica a imagem de um verde vivo e de montanhas que se perpetuam no tempo. Já o sul, emana vento húmido da floresta tropical e a letargia derivada da possibilidade de poder passar o dia numa pequena ilha rodeada de um azul que começa por ser celeste, mas que o horizonte vai convertendo em sarifa.

E as gentes deste lugar? Bem, essas vêm de todo o lado..da China vieram aqueles que carregados de um empreendedorismo singular acabaram por dominar o pequeno comércio de rua. Do Caribe chegam diariamente os que possuindo somente a força dos braços lutam de de sol-a-sol por uma vida melhor. Com o mesmo objectivo há aqueles que deixaram para trás o hemisfério sul. Do norte, mais a norte que o México, chegam os que já contribuíram para o desenvolvimento do seu país e procuram o murmúrio de um mar de olhar quase langue ao entardecer. Outros ainda recém-chegados da Europa e da Ásia são transportados por táxis e por detrás dos seus vidros fumados observam atentamente as oportunidades de negócio, como quem contempla uma jóia em bruto, por laminar. Finalmente, há ainda, aqueles que apesar da diferente fisiologia têm em comum o facto de terem como Pátria a República do Panamá.

Deste modo, o Panamá parecce-me, a mim, um país marcado pela diferença que sem ter a necessidade de estar tipificado corre constantemente atrás de uma identidade própria. No entanto, quando chegamos ao final voltamos ao ínicio pois essa identidade derivará de uma amalgama de pessoas, raças, costumes, crenças, culturas e hábitos.

É por todo isto e muito mais que eu recomendo vivamente virem até ao Panamá.
Eu vim. E gostei."

Obrigado por tudo

terça-feira, 19 de maio de 2009

O prometido é devido

Conforme tinha prometido, aqui estão alugmas fotos da minha viagem à Costa Rica e a Bocas del Toro.
Começo pelo lugar onde dormi em San josé


Parece-vos bem?? A mim também me pareceu.
A fotografia que se segue é a fachada o Teatro Nacional de San José, tal como a fachada, o interior(a sala de espectáculos e de recepção) é verdadeiramente belo.


O vulcão de Írazu, é um lugar intrigante....

A Praça da Catedral de San José, outro lugar de interesse daquela cidade.

E aqui está a própria da Catedral Metropolitana de San josé.

Entre a foto anterior e a que vem passou-se uma noite e uma viagem de 4 horas de autocarro. Mas aqui está a praia de Porto Viejo, teoricamente uma das melhores praias do Caribe. Eu tinha que lá ir quando chuvia...pois!

E cheguei à fronteira!! A ponte entre a Costa Rica e o Panamá! Para ser franco, a somar ao facto de ser a fronteira, foi um desafio ao medo das alturas....

A foto seguinte mostra a próxima paragem na minha viagem: Almirante, o porto onde apanhei a lancha para Bocas del Toro.


E, cheguei finalmente a Bocas del Toro, aqui estão algumas fotos da cidade.


O hotel Cayo Zapatilla foi, então, a minha residência durante a minha curta estadia em Bocas del Toro.
Mas como Bocas é famosa pelos vários lugares de interesse que rodeiam a ilha principal, aqui estão alguns:
1. A entrada da lagoa dos Golfinhos
2. A lagoa das Rãs vermelhas. Garanto que são uns bichinhos muito simpáticos...

3. O meu lugar preferido de toda a região de Bocas, a praia das estrelas.


4. O último lugar de todos, o aeroporto: o mais pequeno que já vi.

5. Deveria de ser o sítio número 3, mas como não tenho máquina fotográfica à prova de água, aqui estão umas fotos do ar do recife de coral, onde tive a oportunidade fazer mergulho.



Até à próxima Bocas...
Obrigado por tudo

terça-feira, 12 de maio de 2009

Tem que sair do País!

Era dia 23 de Abril quando, finalmente, soube respota do serviço de emigração do Panamá sobre o meu pedido de extenção do visto. A resposta foi curta e um tanto frustante, mas tal como se costuma dizer: o que não nos mata, torna-nos mais fortes.
"Tem que sair do país", esta foi a resposta que me deram. Curta, assertiva e acima de tudo desafiante.
Faltavam 6 dias para o meu visto caducar, e tinha passado um mês desde que começara a juntar a "papelada" necessária para pedir o meu visto, e agora isto...que frustação...e faltavam 6 dias...
Olhei para o calendário, teria que sair no dia 29, uma quarta-feira - Bolas! Não dava jeito nenhum, além de ser a meio da semana(se bem que sexta-feira, dia 1 de Maio era feriado), era final do mês, ou seja, tinha que sair na altura em que temos mais trabalho, por ser fim do mês! Bolas!
Mas tudo acabou por funcionar. Primeiro tive que pedir ao Bial a quinta-feira, coisa que não demoraram nem um dia a aceitar. E pronto estava feito ía ter um fim de semana de 4 dias! Wee!
Ora bem e para onde vou agora?? Boa pergunta. A primeira coisa que me veio à cabeça foi ir até Monterrey onde a minha irmã está neste momento, mas infelizmente para ela não lhe dava jeito porque tinha um teste na segunda-feira seguinte. Uma pena, embora compreenda perfeitamente, "valores mais altos se levantam."
Então para onde ir? Ocorreu-me, depois de pensar um pouco no assunto que a Costa Rica seria uma rica ideia, pois.... Melhor! Que tal ir até San José(capital costarriquenha) e vir de autocarro até ao Panamá, entrar pela fronteira de Sixaola-Guabito, e visitar a provincía do Panamá que mais aparece nos guias turísticos: Bocas del Toro (e de facto é algo que eu considero um "must to go", mas lá chegarei).
E já só faltavam 4 dias, tinha ainda que organizar tudo. Como diria o Fernando Pessoa, em versão adaptada, acerquei-me da secretária e comecei a pesquisar trinta-e-tal coisas afio. Onde ficar? Como chegar? (Esta era facíl e sem grandes hipóteses de escolha, teria que sair no dia 29 de Abril no avião que saísse mais tarde para San José.) Como ir de San José para Bocas de Toro? (A concretização da resposta a esta pergunta converteu-se numa autêntica aventura, atrevo-me mesmo a dizer que no final tratou-se de um desafio à minha "zona-de-conforto")Onde ficar em Bocas del Toro? Como voltar para a Cidade do Panamá?
Em poucas palavras, tinha que começar a fazer checks na lista o quanto antes. E assim foi.
Às 6 da tarde do dia 25 de Abril (sábado), já tinha avião para San José, estadia la, sabia como tinha que fazer para chegar a Sixaola e atravessar a fronteira .
Quando digo atravessar a fronteira, é literalemtne atravessar, ou seja, a pé! Pois, isto para quem está habituado a andar sempre de avião e nem precisar de Passaporte na maioria das vezes, é algo raro! Ter que estar na fila para sair do país, atravessar uma ponte a pé, e valha-me Jesus, José, Maria e todas a s figuirinhas do presépio, porque aquela ponte é do pior! Para depois voltar a estar na fila para poder entrar no outo país...é algo que não estava nos planos recentes!
Mas voltando à organização da viagem, como estava a dizer, Sábado à noite já tinha o meu plano de viagem traçado. Sabia inclusivé o que fazer, visitar e a onde ir em cada lugar. (Porreiro pá!)
Devo dizer que toda esta eficiência se deveu a mim, mas também à pressão do tempo, e a uma não tão grande assim mas eficiente rede de contatos que tenho aqui por estas bandas, e claro ao "Lonly Planet Book for Central America" (as coisas que esta gente inventa!! mas úteis, muito úteis!)
E, chegou o dia: 29 de Abril; e cá vou eu para mais uma aventura!
Ora como já estávamos na "era H1N1" quando cheguei a San José, no aeroporto só faltou dizerem-me: "a sala de operações fica naquela direcção, vamos abri-lo ao meio de imediato". Sim, porque em San José os funcionários não estavam de máscara, estavam vestidos dos pés à cabeça com roupas de médico.
AH! Tinha-me esquecido, mas consegui inclusivé arranjar através de portas e travessas um serviço de transfer do aeroporto para o hostel, que me saiu uma pexincha. Assim, quando saí do aeroporto (saí mesmo, por em San José não há àrea de chegadas, vai tudo para a rua), lá estava um casal todo simpático com um letreiro a dizer VIEIRA na mão, e outro igual no táxi que o senhor possui. Fixolas, não?!
Bem, os dois dias passados em San José foram espectaculares! O hostel era impecável (a não ser as duas baratonas que vi no último dia na casa de banho...mas como já estava mesmo de saída, vou continuar a dizer que era um bom lugar para ficar...whatever..), e a cidade pareceu-me mais acolhedora que, a frenética, Cidade do Panamá. É na verdade, é uma cidade mais ao estilo europeu, as lojas são lojas e não armazéns, existem passeios e até passadeiras, e ainda semaferos para peões (upa, upa!!). Sim, San José pareceu-me muito bem para América Central. O centro conta com um teatro que é uma réplica do de Milão, embora mais pequeno; uma catedral bastante bonita que preserva uma arquitectura colonial interessante, praças e outros pontos de interesse. Daí do centro pode-se apanhar um autocarro até a um dos vários vulcões da Costa Rica. Eu fui a Irazú, em três palavras: valeu a pena. É um lugar muito interessante, e faz frio! Já nem me lembrava do frio! Essa é outra coisa boa na Costa Rica, o clima é mais ameno que é como quem diz, não é um forno como o Panamá.
Estavamos a 30 de Abril, e eu queria vir para Bocas no dia 1 de Maio, portanto havia ainda que comprar o bilhete de autocarro até à fronteira de Sixaola. Quando lá cheguei recebi outra notícia interessante: "só temos lugar para ir de pé, a menos que queira ir noutro mais tarde." QUE?? Ir de pé, 6 horas de autocarro!! Não dá! Mas se não apanhasse aquele não chegaria a Bocas a tempo, porque depois de Sixaola, tinha que atravessar a fronteira, apanhar outro autocarro até ao porto de Almirante e daí uma lancha até Bocas del Toro. Sim, Bocas del Toro fica na Ilha de Colón, a maior do aqrquipélago de Bocas del Toro.
Ok, que venha então o bilhete para ir de pé. Bem no final das contas até tive sorte, porque consegui ficar sentado nos degraus da porta traseira do autocarro. (Nada mal para o que me tinham apresentado no dia anterior.) A viagem passou-se bem, e acabei por passar por sítios bastante bonitos, desde atravessar a cordelheira central da Costa Rica que é uma autêntica floresta virgem tropical, até seguir rente às praias da costa do Caribe, tudo se passou realtivamente bem; na verdade tudo aquilo se estava a converter num desafio aos meus limites. Eu que só estava acostumado a viajar até então de avião e com táxi até ao hotel...
Chego à fronteira, um lugar estranho metido nos confins do mundo. Olho para o outro lado do rio e quase que tive a sensação de estar a chegar casa.
Havia fila para atravessar a fronteira, e também para entrar no Panamá do outro lado da ponte. Isso valeu-me 3 horas de espera no total, para obter aquilo que tinha sido a razão principal da minha viagem: o novo e válido visto.
Mas a viagem continuou, depois da referida ponte que não é grande mas também não é grande coisa, de ter apanhado o autocarro para Almirante e a lancha para Bocas del Toro, econtrei-me finalmente no Hotel Cayo Zapatilla. Um lugar recomendado pela Balkys, o sufciente para duas noites.
Bocas del Toro é maravilhoso, mas houve um senão: chuvia. Porém, isso não impediu que fizesse uma visita de barco por todos os pontos turísticos da zona. Eramos sete para uma visita programada para 12, mas como chuvia ninguém se atreveu a sair. Confesso que me senti um pouco frustado no ínicio. Bocas é conhecida pelas praias paradisíacas, pelo ambiente caribenho...eu estava lá e chuvia! Mas a verdade é que acabou por ser muito merecedor do esforço, a meio do dia o céu abriu e o sol voltou e o que já era bonito, mais bonito ficou. As praias, essas, são de facto lindas e de água transparente, a vila é pitoresca e mantém um carisma particular, nomeadamente no que respeita à arquitectura. Sim, Bocas del Toro é merecedora do título de uma das melhores extâncias de balenhares do mundo.
Antes que me esqueça, Bocas del Toro adquiriu este nome devido a uma rocha que fica no meio do mar que ao que parece tem a forma de um touro de boca aberta. Eu bem que olhei para a rocha mas de boi vi pouco ou nada. Efim..deve ser mal de mim...
Infelizmente a hora de regressar chegou no dia seguinte. O avião saía do aeroporto mais pequeno que alguma vez vi, onde só existia uma banca de check-in e onde a pista era usada para a práctica de desportos quando não havia voos. É verdade, no final da pista fica o campo de futebol da cidade, com bancadas e tudo.
E voltei finalmente ao Panamá, depois de uma hora de voo, que se converteu em duas e meia por causa do mau tempo que fazia na cidade, e que nos obrigou a andar às voltas no ar até nos darem premissão de aterragem. A viagem foi péssima, o avião era ruidoso e não muito recente...mas não houve turbulência., o pior mesmo era o ruído que os moteres a hélice faziam.
O texto já está longo e eu estou a rezar para que o sinal manhoso que apanho da casa do vizinho me deixe publicar esta mensagem. Portanto, prometo que assim que possa hão-de aparecer por aqui umas fotos que possam complementar a descrição deste meu fim de semana tão emocionante que resultou da emigração do Panamá me ter posto na rua.
Obrigado por tudo.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Páscoa diferente

É sabido que a mais pequenina da família (a nossa Filipinha) veio até ao Panamá, para passar a Páscoa e passear um bocadinho também.

Mas, antes de começar a despejar o nome dos lugares onde fomos, queria dizer que me senti muito feliz por teres vindo, Filipa. Houve um bocadinho dos Vieira que veio contigo, da nossa casa, da nossa rua, dos nossos amigos, de Portugal, e isso é bom...porque como diria a Mariza: "isto de andar lá por fora é giro, mas o bom, mesmo bom, é saber que as pessoas da nossa rua sabem o nosso nome quando voltamos para casa." Obrigado por teres vindo!

E passeámos muito! Fomos a uma série de lugares...

1. Começamos pela Avenida Central, seguimos até ao Casco Viejo e chegámos até aqui: a ponta da "La Praza de Francia" (Se prestarem atenção ao fundo está a Ponte das Américas, a única de onde se pode chegar até ao Alasca sem nunca ter que mudar de direcção)



2. "Panamá, la Vieja", as famosas ruínas da antiga cidade do Panamá destruída no Séc XVII, também la estivémos!





3. AS "Esclusas de Miraflores", que são nada mais nada menos que a entrada oriental do Canal do Panamá. Uma paragem obrigatória para que visita as terras do Istmo das Américas.





E, não poderia acabar este post sem falar daquilo que viria a ser o exlíbris da nossa aventura da descoberta do Panamá: a Comarca do Kuna Yala.

Os Kuna Yala são um povo que vive na costa do Atlântico do Panamá, governam de forma autonoma as 365 ilhas que foram o arquípelago de San Blas. Vivem de uma economia local e de subsistência e, acutalmente, também do turismo. Contudo, conservam as suas raízes e o seu modo de vida, em San blas ainda não há hoteis, resorts, ou até mesmo casas de banhos...bem há uma espécie...!

(sem comentários....)

Na verdade San Blas é um lugar único...indescritível, surreal...e desculpem o estrageirismo mas é: "One of a kind".


E nós estivémos lá!


Senhoras e Senhores, Dams e Cavalheiros apresento-vos o lugar mais remoto e extraordinário onde já estive: San Blas


Chegar lá é uma aventura, podem acreditar, a estrada é uma autêntica montanha russa para carros, melhor para Jeeps porque é impossível lá chegar de outra forma...(como se diz no Panamá: "boco aventura!"), mas é no alto dessa estrada pelos confins do mundo que se pode admirar toda "La Codillera".

(e pelo meio depois aparece este lindo rio, que temos que atrevessar...para que saibam, não há pontes...)

Chegamos ao final da estrada e é isto que vemos...água, e mais mato....



E depois, esperamos, até que venha um barquito, mais ou menos como este e nos leve...sabe Deus para onde....




E finalmente uma ilha!! Com Cabanas de Índios!

(Não, este ainda não é o lugar onde ficámos)






Foi como este!!! A Iha Perro Grande, onde não há nada à execpção de Coqueiros e três cabanas.



Aqui está, a nossa suite presidencial!! (Claro, para mim é sempre a suite presidencial!)




Aqui está a prova que o Panamá é o país a onde se pode passar o dia numa ilha com uma única palmeira...



É com a imagem seguinte que mais identifico San Blas...a praia, o coqueiro, o mar...a tranquilidade




E aqui estamos nós já na despedia deste paraíaso na Terra!! De mochila às costas e sorriso na cara!


A minha Páscoa foi assim..diferente...mas, acima de tudo, memorável....




Obrigado por tudo

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Taboga

Conforme tinha prometido, apesar de tarde, aqui estão algumas fotos da Ilha de Taboga, também chamada de Ilha das Flores (apesar de eu não ter visto assim tantas...mas "Tá Bem").







Foi em nesta pequenas mas bonita ilha de Taboga que terá nascido Santa Rosa Lima, padroreira das Américas e a primeira pessoa a se canonizada deste lado do Oceano.


E, pornto não há muito mais a dizer sobre Taboga, e como uma imagem vale mais que muitas palavras aqui está uma imagem que resume o estilo de vida naquele lugarzinho no Pacífico...




Obrigado por tudo